Desenvolvimento de uma nova estratégia de TI para gerenciamento e disponibilização de imagens em resultados de exames laboratoriais

RESUMO

Objetivos: O objetivo desse trabalho foi desenvolver uma estratégia via TI para permitir interfaceamento do gráfico do exame Eletroforese de Proteínas (EP) e a sua disponibilização automática no laudo final sem necessidade de procedimentos manuais.

Casuística e Métodos: O exame EP é realizado utilizando o equipamento Hydrasys (SEBIA) e seu resultado transferido via LIS, disponibilizando os dados do gráfico como uma extensa sequência hexadecimal. No novo processo, essa sequência foi convertida em numeração decimal e armazenada como item do resultado do exame EP. Esse código numérico foi convertido para arquivo de figura (em formato “jpg”) utilizando uma biblioteca de gráficos, em linguagem JAVA. Esta biblioteca JAVA foi desenvolvida em parceria com fornecedor externo, em razão do tipo de gráfico do EP não constar nas bibliotecas gráficas disponíveis no mercado. Após a conversão da informação numérica em formato gráfico, este foi armazenado como figura em nosso banco de dados ORACLE. Para ser inserida em nosso laudo, formatado para caracteres de tamanho fixo, desenvolvemos procedures necessárias para garantir a manutenção da formatação padrão do laudo de resultados. Em razão da possibilidade dos resultados de EP poderem ser revisados e repetidos (reprocessamento para confirmação do resultado), diferentes procedimentos de controle foram criados para garantir que um novo gráfico seja disponibilizado somente e sempre que um novo resultado de EP for disponibilizado pelo equipamento para o LIS.

Resultados e Conclusões: O novo processo implantado proporcionou expressivos ganhos, permitindo que os gráficos de EP possam ser inseridos nos laudos padrão de resultado do laboratório sem a necessidade de atividades manuais, diminuindo custos, diminuindo tempo para disponibilização dos resultados, ampliando segurança ao paciente e agregando maior valor à informação diagnóstica fornecida pelo laboratório.

INTRODUÇÃO

A evolução tecnológica nas últimas décadas permitiu contínua automação de processos de negócio, com ganhos significativos para as organizações e suas partes interessadas. Esta evolução em Medicina Laboratorial, além de proporcionar maior eficiência e produtividade, ampliou o nível de segurança dos pacientes e agregou valor às informações diagnósticas fornecidas para o médico.
O ensaio laboratorial de eletroforese de proteínas (EP) permite estimar as concentrações sanguíneas de albumina e globulina, por separação eletroforética destas proteínas em cinco diferentes frações: albumina, alfa1, alfa2, beta e gamaglobulina. Estes resultados laboratoriais podem ser úteis no diagnóstico da doença hepática, deficiência protéica, distúrbios renais e doenças gastrointestinais e câncer.
Eletroforese de proteínas séricas é um exame laboratorial, que é geralmente utilizado para identificar pacientes com mieloma múltiplo e outros transtornos de proteínas séricas. Muitas subespecialidades incluem triagem de proteínas séricas por eletroforese na avaliação inicial para inúmeras condições clínicas. Às vezes, porém, os resultados deste exame podem ser confusos ou difíceis de interpretar.
Eletroforese é um método de separar proteínas com base em suas propriedades físicas. O soro é colocado em um meio específico, e uma carga é aplicada. A carga líquida (positiva ou negativa) e o tamanho e forma da proteína comumente são utilizados para diferenciar diversas proteínas séricas. O padrão eletroforético das proteínas séricas resultados depende das frações de dois grandes tipos de proteínas: albumina e globulinas. Albumina, o principal componente protéico de soro, é produzido pelo fígado sob condições fisiológicas normais. Globulinas incluem uma fração muito menor do conteúdo total de proteínas séricas. As subfrações destas proteínas e sua quantidade relativa são o foco primário de interpretação da eletroforese de proteínas séricas. Albumina, o maior pico, está mais próximo do eletrodo positivo. Os próximos cinco componentes (globulinas) são denominados alfa1, alfa2, beta1, beta2, e gama. Os picos para estes componentes se encontram em direção ao eletrodo negativo, com o pico da fração gama sendo o mais próximo a esse eletrodo. Vários subgrupos da eletroforese proteínas séricas estão disponíveis. Os nomes destes subgrupos são baseadas no método que é utilizado para separar e diferenciar os diversos componentes soro. Na eletroforese de zona, por exemplo, diferentes subtipos proteicos são colocados em locais físicos separados em um gel feito a partir de ágar, celulose, ou outro material vegetal. As proteínas são marcadas, e suas densidades são calculadas eletronicamente para fornecer dados gráficos sobre as quantidades absolutas e relativas das diversas proteínas. Outras separações de proteínas pode ser obtida através da coloração com um agente imunologicamente ativo, o que resulta em imunofluorescência e imunofixação.

Uma importante informação fornecida nos resultados do EP é o gráfico que apresenta as frações protéicas obtidas por densitômetria, que normalmente acompanha a concentração e o percentual de cada fração proteíca no laudo EP emitido. Ao contrário de outras situações em que o equipamento gera uma imagem (arquivo "jpg", por exemplo), que pode ser facilmente transmitida pelo sistema de interfaciamento e disponibilizado no laudo do laboratório, o equipamento utilizado em nosso laboratório apenas fornece dados numéricos, não permitindo a transmissão direta de gráfico. Assim, a inserção do gráfico do EP no laudo final tem que ser realizada manualmente, gerando custos e retrabalho (devido à alta taxa de erros no processo manual).

OBJETIVO

O objetivo desse trabalho foi desenvolver uma estratégia via TI para permitir interfaceamento do gráfico do exame Eletroforese de Proteínas e a sua disponibilização automática no laudo final sem necessidade de procedimentos manuais.

CASUÍSTICA E MÉTODOS

O exame EP é realizado utilizando o equipamento Hydrasys (SEBIA) e seu resultado transferido via LIS, disponibilizando os dados do gráfico como uma extensa sequência hexadecimal. No novo processo, essa sequência foi convertida em numeração decimal e armazenada como item do resultado do exame EP. Esse código numérico foi convertido para arquivo de figura (em formato “jpg”) utilizando uma biblioteca de gráficos, em linguagem JAVA. Esta biblioteca JAVA foi desenvolvida em parceria com fornecedor externo, em razão do tipo de gráfico do EP não constar nas bibliotecas gráficas disponíveis no mercado. Após a conversão da informação numérica em formato gráfico, este foi armazenado como figura em nosso banco de dados ORACLE. Para ser inserida em nosso laudo, formatado para caracteres de tamanho fixo, desenvolvemos procedures necessárias para garantir a manutenção da formatação padrão do laudo de resultados. Em razão da possibilidade dos resultados de EP poderem ser revisados e repetidos (reprocessamento para confirmação do resultado), diferentes procedimentos de controle foram criados para garantir que um novo gráfico seja disponibilizado somente e sempre que um novo resultado de EP for disponibilizado pelo equipamento para o LIS.

sebia

RESULTADOS E CONCLUSÕES

O novo processo implantado proporcionou expressivos ganhos, permitindo que os gráficos de EP possam ser inseridos nos laudos padrão de resultado do laboratório sem a necessidade de atividades manuais, diminuindo custos, diminuindo tempo para disponibilização dos resultados, ampliando segurança ao paciente e agregando maior valor à informação diagnóstica fornecida pelo laboratório.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Manual do equipamento Hydrasys (SEBIA).

AUTORIA

BERLITZ, F.; MONTEIRO, F. ; CORUJA, E. ; ABRAHAO, M. ; GIJSEN, G.
Weinmann Laboratório - Porto Alegre, Brasil
fberlitz@weinmann.com.br