Influenza A H1N1

|BIOLOGIA MOLECULAR|

GENERALIDADES

Em março de 2009, foi descrita no México uma nova variante de Influenza A H1N1, associada a um quadro de pneumonia viral grave, com rápida evolução para insuficiência respiratória e elevada letalidade. O isolamento e posterior sequenciamento do RNA viral identificou a presença de sequências gênicas semelhantes às encontradas em gripe de porcos, sendo popularizada a nomenclatura gripe suína. Apesar da semelhança entre os vírus, a transmissão entre porcos e humanos não foi totalmente comprovada. Essa variante de Influenza propagou-se rapidamente para os diversos continentes, sendo declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 11 de junho de 2009, como a primeira pandemia de gripe do século XXI.

Com a chegada do inverno no hemisfério sul, o vírus passou a alastrar-se para diversos países nessa região, atingindo o Brasil em julho de 2009, em especial as regiões sul e sudeste. O grande número de doentes com quadro de síndrome respiratória aguda grave acarretou uma intensa sobrecarga dos recursos de saúde dessas localidades, com superlotação de emergências e unidades hospitalares.

No Brasil, mais de 80 mil pacientes foram notificados com suspeita de formas graves da gripe pelo Influenza A H1N1, com mais de 1.600 mortes confirmadas entre julho e setembro de 2009.

O quadro clínico dessa infecção é muito semelhante à gripe sazonal, predominando os sintomas de febre, tosse, dispneia e mialgia. O surgimento de insuficiência respiratória ocorre com frequência maior que os relatados na gripe sazonal, estando em maior risco as gestantes, pacientes com doenças crônicas, obesos, crianças menores que dois anos e adultos jovens.

O tratamento da gripe A H1N1 é realizado através dos inibidores de neuraminidase, estando disponível no Brasil o Oseltamivir. A medicação mostrou-se eficaz no tratamento de gripe sazonal, sendo fornecida pelo Ministério da Saúde para o tratamento de casos suspeitos de síndrome respiratória aguda grave por Influenza. No final de 2009, foram disponibilizados os primeiros lotes de vacina contra Influenza A H1N1 pandêmica, sendo que os estudos demonstraram eficácia vacinal superior a 95%.

METODOLOGIA

O diagnóstico da gripe A H1N1 deve ser feito pela detecção do vírus em secreção respiratória por PCR em tempo real. O protocolo para a realização do teste foi descrito pelo FDA no início da pandemia da gripe e está disponível para livre acesso pela OMS. A metodologia é utilizada pelos centros de referência nacionais para o diagnóstico e controle epidemiológico, fazendo parte do protocolo de diagnóstico do Ministério da Saúde. A identificação do vírus Influenza A H1N1 de linhagem suína é baseada na detecção de segmentos dos genes H1 e/ou PA. O vírus Influenza A sazonal é identificado pela amplificação do gene NSP comum a todas as linhagens do vírus Influenza A.

MODELO DE RESULTADO

Vírus Influenza A H1N1 – linhagem suína.
Material:
Resultado:
Influenza A H1N1 – Linhagem suína:
Influenza A sazonal:

LEITURAS SUGERIDAS

1. Site OMS – H1N1: http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/

2. Emergence of a Novel Swine-Origin Influenza A (H1N1) Virus in Humans. NEJM Number 25 Volume 360:2605-2615 June 18, 2009. http://content.nejm.org/cgi/content/full/360/25/2605.
Acessado em 01/03/2010.

3. Perez-Padilla,R et cols. Pneumonia and Respiratory Failure from Swine-Origin Influenza A (H1N1) in Mexico Volume NEJM Number 7 Volume 361:680-689 August 13, 2009. http://content.nejm.org/cgi/content/short/361/7/680
Acessado em 01/03/2010.

4. Louie, JK et cols. Severe 2009 H1N1 Influenza in Pregnant and Postpartum Women in California. NEJM Number 1 Volume 362:27-35. January 7, 2010 http://content.nejm.org/cgi/content/short/362/1/27
Acessado em 01/03/2010.

5. Greenberg, ME et cols. Response to a Monovalent 2009 Influenza A (H1N1) Vaccine. NEJM Number 25 Volume 361:2405-2413. December 17, 2009. http://content.nejm.org/cgi/content/short/361/25/2405
Acessado em 01/03/2010

Autor: Gustavo Faulhaber
Contato: gfaulhaber@weinmann.com.br
Data: Maio / 2010